Assassin’s Creed: O jogo que me decepcionou
Postado por Leonardo Bighi em July 21st, 2008
Nos meses antes do lançamento, tudo que eu lia sobre Assassin’s Creed me deixava mais e mais ansioso pra pôr minhas mãos no jogo. Era feito pela empresa responsável pelo desenvolvimento do meu querido Prince of Persia, os gráficos pareciam muito bons, e ainda o personagem seria livre para andar por toda a cidade, escalar prédios, matar os alvos de inúmeros jeitos diferentes. Jogar Assassin’s Creed parecia tão legal quanto ganhar na mega-sena, mas sem todo aquele trabalho de apostar.
Então eu pus as mãos no jogo.
A primeira coisa que notei foram os gráficos. Ah, os gráficos estavam lindos, exatamente como nas fotos e vÃdeos que eu via antes do lançamento. Na televisão de LCD ficaram ainda mais lindos, brilhantes, mais reais que a vida real.
Continuei a jogar Assassin’s Creed e me deparei com um sistema de combate que parecia muito divertido. Eu podia defender os ataques com a minha espada, podia mandar uma série de golpes no inimigo onde eu terminava matando ele numa animação legal, e ainda podia mandar um contra-golpe com altas chances de matar meu adversário. Tudo muito legal. As missões também me divertiam muito. Eu podia salvar cidadãos que estavam sendo atacados pela polÃcia, podia me sentar num banco e ouvir a conversa de dois bandidos pra obter alguma informação, podia seguir um cara até um local deserto, e meter a porrada nele até ele me dizer o que quero.
Terminei a primeira missão, matei meu alvo, vamos pra próxima cidade. Na segunda cidade do jogo eu tinha então um novo alvo. Nessa cidade eu podia fazer missões de salvar cidadãos sendo atacados pela polÃcia, ouvir conversa dos outros, e torturar alguém por notÃcias. Legal, Assasin’s Creed é mesmo divertido.. Fui passando as missões, indo para novas partes da cidade. Sétima missão, um novo bairro enorme da cidade pra explorar, onde eu podia salvar cidadãos sendo atacados pela polÃcia, ouvir conversas do outros, torturar… ah, peraÃ! De novo????
É, Assassin’s Creed é só isso. Cada nova cidade ou novo bairro que você entra, você vê no mapa onde estão as missões, vai até elas, e faz exatamente as mesmas coisas que vocês fez várias vezes nos bairros anteriores. Não uma ou duas, mas umas 5 ou 6 vezes cada tipo de missão em cada bairro. Isso quer dizer, a cada novo bairro, salvar umas 5 ou 6 pessoas da polÃcia, ouvir umas 5 conversas, torturar uns 4 ou 5 caras.
Não há nada novo, o jogo não evolui, as missões e o combate são sempre os mesmos, sem qualquer incentivo pra você continuar. Jogar a sétima missão é exatamente igual a jogar a terceira missão, só mudando levemente o cenário. Eu diria que este jogo é como aqueles de luta livre: a impressão inicial é muito legal e divertida, mas se você parar pra jogar por mais tempo, vai ver que o jogo não tem muito mais a oferecer.
Comprei outro jogo e Assassin’s Creed está até hoje acumulando poeira na estante. Nunca cheguei ao fim, e não tenho a menor vontade de botar o jogo novamente no console.
Se gostou deste post, leia também:
Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.

